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Mais que um jogo!

«If you play on possession, you don’t have to defend, because there is only one ball» - Johan Cruyff

Mais que um jogo!

«If you play on possession, you don’t have to defend, because there is only one ball» - Johan Cruyff

Porto: "De lo individual a lo colectivo"

por waxa, em 26.11.14

—¿Cuál ha sido la última gran revolución en el fútbol?

—(...) Se pasó de lo individual a lo colectivo. (...) - Arrigo Sacchi

 

E quando se passa do individual ao colectivo, deve-se jogar colectivamente em todos os momentos do jogo. Lopetegui coloca o seu Porto a defender individualmente nos lances de bola parada defensivos, como na distrital, colocando os jogadores mais altos da sua equipa com os jogadores mais altos da equipa adversária.

 

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A preocupação de cada jogador do Porto é defender o seu homem, e acompanhar o movimento do jogador adversário. Já com o Estoril a situação é idêntica, e onde se pode ver um jogador a tirar partido deste tipo de defesa, devido ao facto de Danilo não acompanhar o seu adversário, e este entrar na área sem qualquer tipo de oposição, com Martins Indi a largar o seu homem para ir atrás do de Danilo.

 

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Danilo com a seta vermelha, e o seu adversário com um círculo. Danilo ficará estático com o desenrolar da jogada, e será Martins Indi que o irá seguir ao vê-lo passar à sua frente, deixando assim o homem que estava a marcar.

 

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Por acaso os jogadores do Estoril também ficaram estáticos, o jogador de Indi passou para o de Maicon, o de Maicon para o de Danilo, embora aqui o jogador adversário não tinha oposição entre si e a baliza.

 

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Martins Indi ao seguir o jogador de Danilo, não está enquadrado no lance e o jogador acaba por aparecer na área sem oposição.

 

 

 

 

 

Di María e o seu próprio jogo

por Henry, em 23.11.14

 

Após este jogo, Van Gaal percebeu o porquê do Real Madrid não hesitar em "trocar" Di María por James Rodríguez, e fez umas declarões públicas a criticar o seu jogador. Nas palavras de Arrigo Sacchi, já com alguns anos, podemos facilmente ver Dí Maria.

 

«When I was director of football at Real Madrid I had to evaluate the players coming through the youth ranks. We had some who were very good footballers. They had technique, they had athleticism, they had drive, they were hungry» - Arrigo Sacchi

 

Di María tem isto tudo e mais alguma coisa, mas...

 

«But they lacked what I call knowing-how-to-play-football. They lacked decision making. They lacked positioning. They didn't have the subtle sensitivity of football: how a player should move within the collective. And for many, I wasn't sure they were going to learn» - Arrigo Sacchi

 

Di María vê o futebol à sua medida. Quando eu era mais novo, sempre que tinha a bola pensava em duas coisas: "agora apetece-me brincar" e lá ficava eu rodeado de colegas da equipa adversária até perder a bola; "agora apetece-me passar" e passava. Não existia critério algum, para além da minha vontade. Di María faz um pouco isto, em palcos gigantes do futebol mundial como eu fazia nos palcos pelados da minha freguesia. 
 
«You see, strength, passion, technique, athleticism, all of these are very important. But they are a means to an end, not an end in itself. They help you reach your goal, which is putting your talent at the service of the team and, by doing this, making both of you and the team greater» - Arrigo Sacchi
 
Di María tem quase tudo. E esse quase, utilizando mais uma vez palavras de Arrigo Sachhi, é a diferença entre ser um bom futebolista e ser um bom jogador de futebol.
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