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Mais que um jogo!

«If you play on possession, you don’t have to defend, because there is only one ball» - Johan Cruyff

Mais que um jogo!

«If you play on possession, you don’t have to defend, because there is only one ball» - Johan Cruyff

Villarreal vs Barcelona

por waxa, em 04.03.15

O jogo começou com uma pressão alta e bastante eficiente por parte dos jogadores do Villarreal, tentando recuperar a bola antes da mesma chegar a jogadores de maior qualidade como Iniesta ou Messi, no entanto a equipa do Barcelona tem qualidade individual e colectiva para gerir o jogo, fazendo correr o adversário em posse de bola. 

 

Durante a primeira parte o Villarreal procurou e bem os espaços interiores, conseguindo criar jogo e desequilibrar o adversário. É notória também a inferioridade em termos de qualidade quando comparada com a dos jogadores da equipa da Catalunha, devido à precipitação e consequente falta de temporização (o jogador rematou).

 

 

Mais uma vez a falta de qualidade individual a sobrepor-se ao colectivo. Por muito que o treinador queira criar boas dinâmicas de jogo, sem os jogadores adequados é quase impossível.

 

 

Messi excelente como sempre, tal como se espera de um jogador de topo, a procurar prioritariamente passes de ruptura para o espaço interior e só em ultimo caso a colocar na lateral.

 

 

Alba a complicar quando tem linha de passe fácil do seu lado direito.

 

 

Alba demonstrou neste jogo um nível inferior ao resto da equipa durante a primeira parte, complicando o que é simples, a perder muitas bolas e a jogar no ar quando pode jogar no chão e melhor, uma dessas perdas de bola deu origem ao golo do Villarreal (golo).

 

 

Em contraste com o Real Madrid, o Barcelona procura sempre dar apoio interior aos jogadores que têm a bola na lateral, tentando só em ultimo caso o cruzamento.

 

Na segunda parte o Villarreal baixa o ritmo, também devido à expulsão, deixando o Barcelona progredir no terreno. Alba melhora bastante passando a jogar simples e rápido. Neymar com algumas más decisões e falta de timing em situações privilegiadas.

Real Madrid vs Villarreal

por Henry, em 03.03.15

O Real Madrid apresenta-nos um momento ofensivo do jogo muito fraco para a qualidade individual que tem. Existe muita inferioridade numérica e não há preocupação para sequer criar igualdade.

Muitos lances onde os jogadores têm de resolver sozinhos pois não existe organização que permita aos jogadores optarem por soluções colectivas. Pouca procura em jogar pelo corredor central, sem apoios e com quase ninguém a pedir a bola entre linhas.


Por outro lado Marcelino García mostra que é possível ter boas ideias para o jogo independentemente da qualidade individual à disposição ser muito inferior à do adversário, e a sua equipa apresentou vários momentos em organização ofensiva muito melhores que os do Real Madrid.

Cruzamentos com pouco critério é uma imagem de marca do Real. Villarreal com muitos jogadores na área, mas mal colocados.

 

 

Bale numa situação de 1x3, uma situação normal no Real Madrid. Inferioridades numéricas, atrás de inferioridades numéricas. No entanto devido à qualidade dos jogadores, estes acabam por resolver muitas destas situações.

 

Distância enorme entre sectores e distância entre os jogadores do mesmo sector. Não há ninguém a oferecer linha de passe pelo interior, nem sequer a querer explorar o jogo pelo corredor central.

 

Ronaldo vai pedir a bola em profundidade, Isco não tem mais linhas de passe, e não há ninguém a movimentar-se no sentido de oferecer novas soluções a Isco. O corredor central deserto. 

 

Por outro lado, o momento ofensivo do Villarreal tem vários jogadores a atacar o espaço que o Real Madrid concedeu permitindo ao portador da bola ter várias opções de passe pelo corredor central ou pelo exterior.

 

Vários jogadores entre linhas com o portador de bola a ter opções de passes exteriores como também opções de passe interiores. Muitas soluções para jogar, para quem é jogador do Villarreal, ao contrário dos jogadores do Real Madrid. 

Controlo absoluto e falta de eficácia

por waxa, em 20.02.15

 

 

 

   O Porto foi muito superior durante a maior parte dos 90 minutos, desperdiçando inúmeras oportunidades de golo, no entanto, há alguns aspectos interessantes do jogo do Basileia que nos dão uma pista sobre a qualidade da equipa e do treinador.

 

   Desde o inicio da época que o Futebol Clube do Porto tem vindo a melhorar o seu futebol, não há qualquer dúvida em relação a isso, a posse de bola que era concebida na zona da defesa e não afetava em nada o adversário passou a ser feita em zona ofensiva, encostando-o atrás, obrigando a uma pressão mais apreensiva.

 

  Contudo há um aspecto chave na evolução do jogo do Porto, que é Óliver Torres. Sempre que há dificuldades em fazer uma transição defesa-ataque, Óliver recua e empurra o Porto para o ataque, dando fluidez ao jogo e decidindo na maioria das vezes rápido e bem.

 

  O Basileia tem um estilo de jogo aprazível e eficaz, no entanto, contra as dinâmicas de jogo (que superaram as do Real Madrid nos jogos da fase de grupos) e a qualidade individual do Porto, pouco ou nada conseguiu fazer. Teve grandes dificuldades em sair da defesa, mas quando o fazia, demonstrava dinâmicas de jogo rápidas e bastante sólidas.Prova disso é a jogada do golo.

 

Existe a impressão que o Basileia tenta colocar a bola o mais rápido possível na frente sem qualquer fundamento, mas não, a jogada é realizada em muitos jogos, causando erros defensivos ao adversário e desequilibrando-o.

 

 

 Herrera continua a ser menos um no jogo do Porto, pela pouca qualidade que demonstra em comparação com a dos seus colegas.

 

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